Um pouco mais sobre automação e logística na indústria

A automação de um estabelecimento é o resultado da combinação de diversas tecnologias, contábeis, de TI, de web e de armazenagem de dados em nuvem.

Gestão empresarial

Ao contrário do que possa residir no imaginário popular, empresas não são criadas visando ocupar pessoas ou para gerar progresso regional.

Empresas visam, única e exclusivamente, gerar lucro, proporcionar sustento e conforto para seus sócios; todo o resto são consequências.

Décadas atrás, gerir uma empresa era uma arte, sujeita à impressão de um ou mais diretores e que poderia se revelar errada ao fim de um balanço ou balancete.

De fato, não existiam na época recursos semelhantes aos atuais, de gestão de estoque, sequer o poder de processamento e de integração que registrasse de imediato uma venda feita.

A baixa automática de itens retirados do estoque, a verificação dos limiares de reposição, a contabilização dos pagamentos e dos impostos, devidos ou recobrados, deixando a interface pronta para o ciclo seguinte.

Tudo isto se tornou possível com o programa frente de caixa. Trata-se de recurso capaz de se integrar ao sistema gestor do negócio.

Que emite a ordem de serviço, envia ao estoque a lista de componentes por segregar e avisa a produção do produto a ser executado, a mão-de-obra.

E equipamentos essenciais para montagem, aferição e envelhecimento, caso aplicáveis e as datas prováveis para início e conclusão.

Linhas de produção ininterruptas

Parte do esquema descrito acima, uma linha de produção de commodities, pode operar ininterruptamente, o que exige recursos totalmente automáticos.

Para retirada de itens do estoque, como embalagens, recipientes e recursos de enfardamento, a matéria-prima e materiais de consumo, etc.

E, por meio de, por exemplo, uma esteira industrial (ou uma sequência de esteiras) os encaminhar até o local de transformação e acondicionamento, identificação para rastreabilidade e gravação da validade.

Eventualmente enfardamento ou embalagem e encaminhamento ao estoque de produto acabado. Um programa como o descrito, tem acesso à carteira de pedidos.

Que já devem estar programados, no tocante a data de conclusão e de transporte, não esquecendo, portanto, de associar o recurso modal necessário (aéreo, fluvial, ferroviário e/ou veicular).

E lista de profissionais (e respectivos veículos), que operam na região da entrega. Uma variante do descrito acima, é a rosca transportadora.

Essencial para o transporte de pulverizados, granéis, pastas e produtos amorfos, sujeitos a acondicionamento ensacado. É o caso de cimento ou de adubo.

Processados via estruturas galvanizadas (eventualmente, outro tratamento mais sofisticado), como tratamento contra oxidação, ataque químico e/ou térmico.

No caso de alimentos, o ideal são estruturas de aço inoxidável (transportador helicoidal), valendo algo semelhante para deslocamento de componentes de fármacos.

Em especial, é importante o confinamento e o transporte de pulverizados de trigo e similares, cuja suspensão no ar os torna altamente explosivos.

Existem casos de cargas de alta densidade, cuja massa pode impactar em elevado atrito entre a esteira e a plataforma de sustentação.

Revertendo-se em elevado desgaste de ambas e sobrecargas no motor do acionamento, o que pode tirá-lo da faixa operacional, sacrificando os enrolamentos, o estágio de potência e até o consumo de energia.

Nestes casos, é recomendável o transportador de roletes que, à semelhança de rodízios, viabiliza o deslizamento com atrito baixo.

O acionamento pode se limitar a alguns dos roletes ou mesmo a esteira, situada na face inferior. O sistema é adequado inclusive a módulos padronizados, como pallets, uniformes no formato mas não no peso.

A sistematização das empresas ocorreu em saltos quânticos nas últimas décadas. O uso da Internet “aposentou” os aparelhos de fac-simile (fax), que havia aposentado os aparelhos de telex.

A adoção das redes agilizou a comunicação interdepartamental, aposentando grossa parte da correspondência via envelopes tipo vai e vem, e o serviço de correio interno, que podia exigir uma equipe de “contínuos”.

Mas a grande vantagem das redes, foi a capacidade de registro histórico da comunicação: fim das alegações de mensagens que não chegaram ou que foram lidas e ignoradas.

Com a justificativa de que “se perderam” ou “sequer foram enviadas”: o sistema passou a registrar a emissão, o recebimento e a leitura. Fim também do “dito pelo não dito”.

Com a integração entre sistemas, a tendência agora é aposentar as profissões de encarregados, operadores, apontadores, mesmo gestores de produção.

Mesmo que os cargos existentes sejam preservados, a tendência é de ser extintos com a aposentadoria dos titulares e sequer ser criados nas empresas nascentes.

Por enquanto, as lans têm resistido ao avanço das wifis. Limitadas no caso dos desktops e mesmo dos notebooks, as wifis reinam no mercado de smartphones e das redes sociais.

Enquanto sofrem pressão do GPRS e seus pacotes de dados ilimitados. Navegando sem restrições nos sistemas descritos, os usuários têm aderido às redes sociais sem grandes restrições.

Inadvertidos ou esquecidos de que, mais do que nunca, os sistemas replicam e multiplicam os rastros do que foi escrito e transmitido.

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