Curiosidades sobre torno e rebarbação na indústria

Alguns segmentos da indústria são fundamentais para a existência e o desenvolvimento de muitos outros. É o caso do segmento da fabricação de peças.

Sem os produtos por ela desenvolvidos, não haveria componentes para a montagem dos equipamentos, que são usados para tornar outras fábricas mais produtivas.

Felizmente, os avanços tecnológicos, principalmente na área da eletrônica, fizeram com que a criação de peças para a indústria avançasse a largos passos e se tornasse mais eficiente.

Mas, isso não significa que técnicas e ferramentas antigas tenham sido totalmente abandonadas. Um bom exemplo, é o torno mecânico.

Um dos apetrechos fundamentais do segmento, ele foi aprimorado, mas não excluído das linhas de produção. Quer saber mais a respeito destas evoluções? Confira três curiosidades a respeito do assunto a seguir:

O torno é mais antigo do que se imagina

Por mais avançada que a tecnologia atualmente usada na indústria seja, ela não surgiu do zero. Pelo contrário: ela é fruto de pequenos avanços que ocorreram ao longo do tempo.

Assim, conclui-se que, para que houvesse mecanismos avançados à disposição das empresas, como o torno cnc, foi necessário que houvesse uma versão primitiva desta ferramenta.

Acontece que ela é muito mais antiga do que se imagina. Arqueólogos encontraram registros do Egito antigo, do século 300 a.C, que sugerem o uso de um apetrecho.

Cujo mecanismo de funcionamento seria similar ao torno atual. Do mesmo modo, sabe-se que, no século XIX, as indústrias já utilizavam uma versão primitiva deste maquinário.

Os chamados tornos de vara. Eles tinham este nome devido a seu mecanismo de funcionamento: a peça a ser moldada ficava amarrada em uma corda.

Que, por sua vez, ficava amarrada em uma vara, localizada sobre a cabeça do indivíduo que manipulava a máquina.

A outra extremidade era fixada a um pedal, que fazia com que a peça girasse, por meio do movimento de retorno, quando ele era pressionado pelo artesão.

Este processo parece rudimentar? Pois ele foi o embrião do torno que existe atualmente e, consequentemente, de tecnologias bastante modernas.

O torno pode ser usado para melhorar a fundição

A fundição é um dos processos de fabricação de peças industriais usado hoje em dia. Ele consiste em derreter a matéria-prima do objeto, colocando-a para resfriar-se e solidificar-se em uma espécie de molde.

Obrigando-a a assumir o formato desejado. Entretanto, o processo não acaba por aí: é preciso usar o torno para remover o excesso de material.

Este que se forma ao redor da peça recém-moldada. Este acabamento é conhecido como rebarbação de peças fundidas.

Vale ressaltar que fazer o rebarbação não é só uma questão de estética: ele melhora consideravelmente o desempenho da peça.

Isto porque, quando o excesso de material é removido, ela fica com um formato mais exato e uma superfície mais nivelada. Assim, ela se interage melhor com outras peças e sua higienização é simplificada.

Existem tornos que usam tecnologia de ponta

Atualmente, a usinagem um dos métodos mais avançados para a fabricação de peças. Nele, o objeto é praticamente esculpido a partir de um bloco de matéria-prima, conforme as especificações do projeto.

Com o avanço da eletrônica, surgiu a possibilidade de realizar este processo com a ajuda de um comando numérico computadorizado (CNC).

Desta forma, o projeto é elaborado em um programa de computador específico. A seguir, as informações são transmitidas à máquina.

Que, a partir dos dados, faz o desbaste do item conforme as instruções do planejamento. Há um tipo de torno, elaborado especialmente para este tipo de projeto: o torno cnc.

Assim como o restante do equipamento, ele funciona de modo automático, a partir das instruções do comando computadorizado.

Isso faz com que haja um ganho de equipamento e de segurança, tendo em vista que não há a necessidade de que um funcionário manipule o equipamento e a máquina.

Apesar das vantagens inegáveis deste método, é preciso avaliar sua relação custo-benefício com cautela antes de aplicá-lo. Isto porque ele envolve tecnologia avançada, algo que, por si só, já é custoso.

Da mesma forma, é preciso contar com profissionais especializados, que saibam manipular tanto o software portaria virtual, por exemplo.

Isso faz com que este método seja o mais apropriado, em situações nas quais é preciso contar com um nível extremo de precisão, nos quais o investimento é justificado.

Do contrário, recomenda-se outros processos, como a extrusão e a fundição, acompanhados do torneamento tradicional.

E para auxiliar nessa indústria e até mesmo em muitas outras, é preciso contar com o laudo avcb, garantindo a segurança do trabalho de todos no local.

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